ENTREVISTA: Diretora CCJ fala sobre Comunicação Social e sua influência na educação

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Na manhã desta segunda-feira (9), Ir. Francisca G. Santana – diretora da escola – participou de uma entrevista no quadro “Jornal da Manhã”, na rádio Jovem Pan FM 93.3. O tema abordado pelo jornalista e teólogo João Victor foi o Dia Mundial da Comunicação Social, que este ano comemora o 50º ano de existência. Instituído pela Igreja Católica, após o Concílio Vaticano II, este dia foi lançado para aprofundar o Decreto “Inter Mirífica” que visa orientar sobre a utilização adequada dos meios de comunicação social.membro

JP-entrevistaEm sua fala, a Ir. Francisca discorreu sobre os meios atuais e sua influência na educação, mostrando que a comunicação é importante para favorecer a relação e o encontro; orientar na superação de barreiras e conflitos tanto na escola como na família. Educar crianças e jovens a uma cidadania crítica, ativa e ao uso correto dos meios e dos ‘pátios’ midiáticos, que são instrumentos que ajudam a difundir o bem, mas ao mesmo tempo, podem levar a uma polarização e divisão entre as pessoas.

 

Entenda a mensagem do Papa Francisco sobre o

50° DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Comunicação e Misericórdia constroem pontes

Com o tema Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo o papa Francisco envia sua mensagem para o 50° Dia Mundia das Comunicações Sociais, que a igreja celebra, no mundo inteiro, no dia 8 de maio, Solenidade de Ascensão do Senhor. Desta vez o papa associa o tema comunicação a misericórdia, no contexto do Ano Santo da Misericórdia, unindo assim dois jubileus. O Dia Mundial das Comunicações foi recomendado pelo Concílio Ecumênico Vaticano II no Decreto Inter Mirifica, n°18.

Ao estabelecer a relação entre comunicação e a misericórdia, o papa deixa clara de que a comunicação está falando: a que expressa a partir do ser ao agir, ou seja, que é, antes de tudo, cultivada no coração, nas atitudes, na espiritualidade, uma comunicação que “cria pontes, favorece a inclusão”. E orienta como vivenciar esta comunicação. “O que dizemos e o modo como dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão a ternura e o perdão de Deus para todos”. A comunicação proposta por Francisco carrega a tônica do encontro, da proximidade, preocupa-se com uma linguagem acessível “para tocar o coração das pessoas”, faz crescer a comunhão.

Esta proposta de comunicação, no contexto atual em que as relações estão marcadas pela competição e pela violência, precisa ser uma escolha consciente que vai contra a corrente. Em sua mensagem, o papa pede que “a linguagem da política e da diplomacia se deixe inspirar pela misericórdia”. Pede que “o estilo da nossa comunicação seja capaz de superar a lógica que separa nitidamente os pecadores dos justos”, Lembra que “a comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade”.

O papa se serve de algumas imagens para orientar o ser e o agir comunicacional na sociedade, nas famílias e na própria Igreja. Ele evoca a casa, como espaço familiar, onde a porta deve estar sempre aberta; ao invés da competição, a necessidade de se construir pontes por meio do diálogo e da escuta; a rede que constrói uma verdadeira cidadania crescer uma sociedade sadia e aberta à partilha.

Por fim, Francisco lembra que o ser e agir comunicacional se expressa nas tecnologias com e-mails, sms, redes sociais, chats e pode ser forma de comunicação plenamente humana. Neste sentido, apresenta desafios e oportunidades, pois “o ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro”. Por sua vez, o acesso às redes digitais implica responsabilidade pelo outro, que requer respeito em sua dignidade. Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária “proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade”, conclui o papa.

Leia na íntegra a mensagem do papa.